REGIÃO METROPOLITANA DE BH: Passagem mais cara para o povo, privilégios ampliados para o poder em Minas Gerais
GRANDE BHEM DESTAQUEMINAS


Enquanto o Governo Zema autoriza novo aumento das tarifas de ônibus em 2026, trabalhadores enfrentam frota sucateada e veem governador e vice ampliarem benefícios, escoltas e mordomias bancadas pelo Estado.
Foto: Divulgação
O aumento das tarifas de ônibus na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) em 2026 escancara, mais uma vez, a lógica de prioridades do Governo de Minas Gerais. De um lado, o trabalhador pobre, que depende diariamente do transporte público, paga cada vez mais caro para andar em ônibus velhos, superlotados e sem condições mínimas de conforto. Do outro, o governador Romeu Zema e seu vice seguem cercados de privilégios, com ampliação de mordomias garantidas com dinheiro público.
A nova alta no valor da passagem pesa diretamente no orçamento de quem ganha salário mínimo, enfrenta longas jornadas de trabalho e não tem alternativa ao transporte coletivo. O discurso oficial fala em reajuste “técnico” e “contratual”, mas ignora a realidade das ruas: veículos sucateados, infiltrações, bancos quebrados, falhas mecânicas constantes e atraso nas viagens. Em dias de chuva, a situação chega ao absurdo, com água entrando dentro dos ônibus e passageiros sendo obrigados a viajar molhados.
Mesmo após sucessivos aumentos, o Governo de Minas falhou em promover uma renovação significativa da frota metropolitana. No ano passado, os ônibus anunciados como “novos” não chegaram nem a 20% do total necessário para substituir veículos antigos. A maioria da frota segue ultrapassada, sem ar-condicionado e sem manutenção adequada. Ainda assim, o Estado insiste em transferir o custo da ineficiência para o bolso do usuário.
“A passagem já é cara e agora vai ficar pior. Eu ganho um salário mínimo e pago R$ 8,20 toda vez que entro no ônibus. No fim do mês, sobra quase nada. O governo aumenta a tarifa, mas a gente continua andando em ônibus velho, lotado e caindo aos pedaços. Parece que quem decide nunca pegou ônibus na vida.” Carlos Oliveira
Essa escolha fica ainda mais clara quando se analisam as decisões tomadas pelo próprio Governo Zema no fim de 2025. No último dia do ano, o governador autorizou a ampliação do tempo de serviços de segurança pessoal após o fim do mandato, estendendo de um para dois anos o direito a escolta policial, carros oficiais e toda a estrutura de proteção para ele e seu vice. Ou seja, enquanto o trabalhador paga mais caro para se deslocar, o alto escalão do poder garante mais conforto, proteção e privilégios.
A mensagem enviada à população é dura e direta: há dinheiro para ampliar mordomias do governo, mas não para aliviar a tarifa do transporte público. Há recursos para garantir segurança e benefícios a quem ocupa cargos de poder, mas não para oferecer ônibus dignos, acessíveis e com preço justo para quem sustenta o sistema com o próprio trabalho.
Enquanto eles têm tudo, o pobre não tem nada. O povo paga a conta, enfrenta ônibus lotados, velhos e caros, enquanto assiste ao aumento de privilégios para poucos. Em Minas Gerais, o reajuste das passagens não é apenas um problema de transporte — é o retrato de uma política que escolheu proteger o poder e sacrificar o trabalhador.
Cálculo do gasto com transporte
Consumo considerado:
6 passagens de ida + 6 passagens de volta = 12 passagens
(exemplo de trabalhador que utiliza o transporte em deslocamentos frequentes durante a semana)
Custo semanal:
12 passagens × R$ 8,20 = R$ 98,40
Custo mensal (4 semanas):
R$ 98,40 × 4 = R$ 393,60 por mês
Impacto no salário mínimo
Salário mínimo vigente: R$ 1.502,00
Gasto mensal com ônibus: R$ 393,60
Percentual do salário mínimo gasto só com transporte:
R$ 393,60 ÷ R$ 1.502,00 = 26,2% do salário mínimo
📌 Ou seja: mais de um quarto do salário mínimo vai embora apenas para pagar ônibus.
Resumo para destacar na matéria
Passagem sobe para R$ 8,20
Trabalhador gasta cerca de R$ 400 por mês
Mais de 26% do salário mínimo comprometido
Ônibus velhos, sem conforto e sem melhorias reais
Comparação com Belo Horizonte escancara desigualdade
Enquanto o trabalhador da Região Metropolitana de Belo Horizonte compromete mais de 26% do salário mínimo apenas para pagar ônibus, a Prefeitura de Belo Horizonte adotou uma política completamente diferente. Na capital, os ônibus municipais circulam com tarifa zero aos domingos e feriados, garantindo o direito de ir e vir sem pesar no bolso da população.
A diferença é sentida diretamente no orçamento. Em BH, quem trabalha ou precisa se deslocar nesses dias economiza dezenas de reais por mês — dinheiro que pode ser usado para alimentação, remédios ou contas básicas. Já na RMBH, sob gestão do Governo de Minas, o usuário paga R$ 8,20 por viagem, mesmo enfrentando ônibus antigos, superlotados e sem conforto.
A comparação evidencia que o problema não é falta de recursos, mas de prioridade política. Enquanto a Prefeitura de Belo Horizonte investe em frota nova, veículos com ar-condicionado e políticas de inclusão social, o Governo de Minas autoriza aumentos sucessivos de tarifa sem entregar melhorias reais ao sistema metropolitano.
O resultado é um transporte público que aprofunda a desigualdade: na capital, o poder público avança para garantir mobilidade como direito; na região metropolitana, o Estado trata o transporte como mercadoria, empurrando a conta para o trabalhador mais pobre.
Para quem depende do ônibus todos os dias, a pergunta é inevitável: se Belo Horizonte consegue oferecer tarifa zero aos domingos e feriados e também o MADRUGADÃO, por que o Governo de Minas não consegue sequer colocar nas ruas ônibus em condições dignas de uso?
SE COM O GOVERNO ZEMA JÁ ESTÁ RUIM, IMAGINE SE ESSE PROJETO CONTINUAR POR MAIS 4 ANOS COM O VICE-GOVERNADOR MATEUS SIMÕES, CANDIDATO NA PRÓXIMA ELEIÇÃO.
QUE O POVO MINEIRO APRENDA A VOTAR E DIGA NÃO A POLÍTICOS QUE GOVERNAM PARA OS RICOS EMPRESÁRIOS E FAZEM O TRABALHADOR PAGAR A CONTA.
