Prefeitura de BH firma contrato com o BNDES para nova concessão do transporte por ônibus
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A Prefeitura de Belo Horizonte deu mais um passo rumo à reformulação do transporte público da capital. O prefeito Álvaro Damião assinou, nesta terça-feira (5), contrato com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para estruturar a nova concessão do Sistema de Transporte Público Coletivo por ônibus. Os atuais contratos de operação seguem válidos até 2028.
A iniciativa integra o eixo Mobilidade Futura do Projeto Transformador Mobilidade para Todos e prevê a realização de estudos técnicos, econômicos e jurídicos que vão orientar o novo modelo. O trabalho será dividido em três etapas: diagnóstico do sistema atual, modelagem detalhada e estruturação do processo licitatório. Os custos serão pagos pela empresa vencedora da futura licitação.
Segundo o prefeito, o projeto representa uma mudança de rumo na política de mobilidade da cidade, com foco em soluções estruturais e sustentáveis. Já o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que a modernização deve impactar diretamente na qualidade de vida da população, com redução do tempo de deslocamento e melhorias ambientais.
Atualmente, o sistema de ônibus de Belo Horizonte transporta cerca de 950 mil passageiros por dia útil, com aproximadamente 3 mil veículos em operação. Com o novo modelo, a expectativa é enfrentar desafios como a queda na demanda, a necessidade de subsídios e a sobreposição de linhas.
Entre as principais mudanças previstas estão o redesenho da rede de ônibus, implantação de novos corredores — como BRT e faixas exclusivas —, modernização da bilhetagem eletrônica com informações em tempo real e estudos para integração entre os sistemas municipal e metropolitano.
O projeto também inclui análises de demanda, pesquisas com usuários e planejamento baseado em dados atualizados. Na área ambiental, está prevista a criação de um plano de eletrificação da frota, com substituição gradual dos ônibus a diesel por veículos elétricos.
A modelagem econômico-financeira vai definir a estrutura tarifária, mecanismos para reduzir subsídios e alternativas de receitas, além de avaliar o potencial de exploração comercial de terminais e outras estruturas.
Também serão elaboradas as minutas de edital e contrato, regras regulatórias, indicadores de desempenho e um plano de transição para garantir a continuidade do serviço. A acessibilidade será outro ponto central, com metas para ampliar o atendimento a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
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Foto: Fabiano Domingues/PBH/Divulgação




