Mutirões de limpeza em Venda Nova reforçam prevenção para o período chuvoso
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A chegada do período chuvoso exige ações preventivas para reduzir riscos de alagamentos, obstruções de canaletas e córregos, além da proliferação de animais e vetores de doenças. Em Venda Nova, a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) está realizando uma série de mutirões de limpeza em vilas e favelas da região, com um trabalho concentrado principalmente durante o período de estiagem.
As intervenções começaram em julho e seguem até a primeira semana de setembro. O objetivo é realizar uma verdadeira força-tarefa em áreas onde a topografia acidentada, a presença de vegetação e o descarte irregular de resíduos podem aumentar os riscos durante o período de chuvas.
Os mutirões já passaram pelas vilas do Índio e Apolônia, no Bairro Jardim Leblon, e pelas vilas Viveiros e Minas Caixa, esta última também conhecida como Aglomerado do Borel, no Bairro Minas Caixa. Atualmente, as equipes trabalham na Vila Mãe dos Pobres, nos bairros Piratininga e Céu Azul.
Depois dessa etapa, estão previstos novos mutirões na Vila Aparecida, entre os dias 21 e 28 de agosto, e na Vila São João Batista, no Bairro São João Batista, entre 29 de agosto e 5 de setembro.
Trabalho envolve limpeza de ruas, encostas e córregos
Durante os mutirões, as equipes da SLU percorrem ruas, becos, encostas e áreas de difícil acesso para identificar e retirar diferentes tipos de resíduos. O trabalho inclui a remoção de descartes clandestinos de lixo e entulho, roçada de taludes, capina, varrição, raspagem e limpeza de canaletas.
Também são realizadas a coleta de resíduos domiciliares e a limpeza de córregos, além da retirada de materiais que foram descartados de maneira irregular nas comunidades.
Entre os materiais encontrados estão móveis inutilizados, eletrodomésticos, pneus, restos de poda e resíduos provenientes da construção civil.
Em dez dias de trabalho na Vila Minas Caixa, aproximadamente 92 toneladas de resíduos foram recolhidas. O volume representa cerca de 40 viagens de caminhões até o aterro sanitário.
Na Vila Apolônia, foram retiradas 54 toneladas de materiais. Na Vila do Índio, outras 48 toneladas foram recolhidas. Já na Vila Viveiros, o trabalho resultou na retirada de aproximadamente 6,5 toneladas.
Somados, os números das quatro comunidades representam mais de 200 toneladas de resíduos retirados das áreas atendidas pelos mutirões, demonstrando a dimensão do trabalho realizado pelas equipes de limpeza urbana.
Vegetação pode esconder resíduos descartados irregularmente
Um dos desafios encontrados pelas equipes é a presença de resíduos em locais de difícil visualização. Em áreas de morros, barrancos e encostas, o crescimento da vegetação pode esconder materiais que foram descartados irregularmente.
De acordo com o gerente regional de Limpeza Urbana de Venda Nova, Clarício Tolentino de Aguiar, esses materiais muitas vezes só conseguem ser identificados durante uma ação mais ampla de limpeza.
O trabalho de pente-fino permite que as equipes avancem por locais que normalmente apresentam maior dificuldade de acesso, retirando materiais acumulados e deixando as áreas mais preparadas para o período de chuvas.
Prevenção também contribui para a saúde dos moradores
Além da preocupação com os impactos provocados pelas chuvas, a limpeza das comunidades também tem reflexos na saúde e na qualidade de vida da população.
A retirada de lixo, entulho e vegetação excessiva ajuda a eliminar possíveis criadouros e reduz as condições favoráveis à proliferação de vetores de doenças, roedores e animais peçonhentos.
A manutenção das áreas também contribui para melhorar as condições de circulação dos moradores e para reduzir a possibilidade de que resíduos sejam carregados pela água da chuva para córregos, canaletas e sistemas de drenagem.
Por isso, o trabalho realizado antes do período chuvoso é considerado estratégico, principalmente em regiões onde existem encostas, taludes e áreas com maior declividade.
Mutirões são realizados durante o período de estiagem
Segundo Clarício Tolentino de Aguiar, a escolha do período de estiagem para a realização dos mutirões também está relacionada à segurança dos próprios trabalhadores.
As comunidades atendidas possuem uma topografia bastante acidentada, com taludes e áreas de grande inclinação. Durante o período chuvoso, o solo e a vegetação ficam mais escorregadios, aumentando o risco de acidentes e dificultando o acesso das equipes.
A realização das ações durante o inverno permite que os profissionais trabalhem em condições mais favoráveis e consigam alcançar locais que poderiam se tornar ainda mais difíceis e perigosos durante as chuvas.
A estratégia busca, portanto, antecipar problemas e preparar as comunidades para os meses em que o volume de chuvas aumenta, reduzindo a quantidade de resíduos que podem ser levados pela água e contribuindo para a manutenção dos espaços públicos.
Cronograma segue até setembro
Com a conclusão dos serviços na Vila Mãe dos Pobres, o cronograma da SLU prevê novas ações na Vila Aparecida, entre 21 e 28 de agosto, e posteriormente na Vila São João Batista, entre 29 de agosto e 5 de setembro.
A expectativa é que os trabalhos continuem ampliando a limpeza preventiva nas áreas contempladas, com a retirada de resíduos acumulados e a execução de serviços de manutenção urbana.
Os mutirões reforçam a importância da limpeza e da destinação correta de lixo e entulho. O descarte irregular pode comprometer a drenagem das águas pluviais e aumentar os riscos durante períodos de chuva, além de favorecer a presença de animais e vetores.
A participação dos moradores também é fundamental para manter as áreas limpas após a passagem das equipes. A destinação correta dos resíduos evita novos pontos de descarte irregular e ajuda a preservar os resultados alcançados pelos mutirões.
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Foto: Divulgação / PBH
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