Contagem ganha exposição fotográfica em homenagem às mulheres da Vila União do Ressaca e da Ocupação Guarani Kaiowá
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“Mulheres do Ressaca” apresenta 10 fotografias do fotógrafo Benet Castro, no tamanho 120 x 180cm, de mulheres residentes na região, com a proposta de despertar o olhar para a trajetória de luta e fé protagonizada por cada história registrada nas imagens. A mostra está em cartaz no CEU das Artes Ressaca e pode ser visitada gratuitamente até o dia 30 de setembro.


Retratar, por meio da fotografia, histórias de força, pertencimento e transformação das mulheres da Vila União do Ressaca e da Ocupação Guarani Kaiowá, localizados na cidade de Contagem (MG). A partir do olhar do fotógrafo Benet Castro nasce a exposição “Mulheres do Ressaca”, que reúne 10 fotografias, no tamanho 120 x 180cm, que retratam diferentes trajetórias e revelam a diversidade e a potência dessas mulheres. Com curadoria de Francielle Assis e Márcia Sousa, a mostra convida o público a enxergar a periferia a partir de suas protagonistas, reconhecendo a beleza, a dignidade e a potência presentes em suas histórias.
“Mulheres do Ressaca” fica em cartaz até o dia 30 de setembro, na área externa do CEU das Artes Ressaca (Rua Magnólia, nº 100, Ressaca, Contagem). A visitação é aberta ao público e ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h.
A curadora da exposição, Francielle Assis, também coordenadora do CEU das Artes Ressaca, explica que a exposição foi pensada a partir da memória, da vivência e das relações construídas dentro da Vila União do Ressaca e da Ocupação Guarani Kaiowá. O fotógrafo Benet Castro, agente cultural atuante na Regional Ressaca, desenvolve, junto ao projeto Hip Hop Sem Fronteiras, um trabalho social que atende cerca de 70 crianças e adolescentes da comunidade, vivenciando de perto as histórias do território. “Ao longo dessa trajetória, Benet esteve presente no cotidiano da Vila União do Ressaca e da Ocupação Guarani Kaiowá, vivenciando de perto suas realidades e conhecendo histórias de famílias, mães, trabalhadoras, lideranças e mulheres que contribuem diariamente para a construção da comunidade”, fiz Francielle Assis.
“Foi a partir dessa convivência que surgiu o desejo de registrar, por meio da fotografia, algumas dessas mulheres e suas histórias. Assim, a exposição não parte apenas de uma escolha estética ou fotográfica. Ela nasce de vínculos, escuta e pertencimento”, explica o fotógrafo Benet Castro.
Raimunda de Fátima. Maria de Lourdes, Maria das Neves Rairen de Souza, Maria Eduarda França, Maria de Fátima. Vanessa de Oliveira, Laís Barbosa, Junia Carla e Maria Geralda Alves. São 10 rostos que revelam não apenas quem elas são, mas também a memória, a identidade e a potência de um povo que faz da periferia um lugar de criação, pertencimento e transformação. Cada fotografia apresentada é um encontro com uma trajetória única, unida por histórias de lutas, força e fé.
O olhar de Benet Castro busca não apenas fotografar essas mulheres, mas eternizar momentos e histórias de pessoas que fazem parte da memória viva da Ressaca. Cada mulher foi escolhida por sua trajetória e pela representatividade de sua história dentro do território. São diferentes formas de ser mulher, mas que compartilham elementos como coragem, cuidado, trabalho, resistência, fé, solidariedade e esperança. “Não queríamos criar uma representação única do que é ser mulher na periferia, mas reunir diferentes trajetórias que revelassem a diversidade e a potência dessas mulheres. São mulheres que, em diferentes caminhos, representam cuidado, maternidade, trabalho, fé, resistência, solidariedade, luta por direitos e transformação social. Histórias reais, vividas dentro da Vila União do Ressaca e da Ocupação Guarani Kaiowá, que juntas ajudam a contar um pouco da história e da identidade desses territórios”, sublinha Francielle Assis.
As fotografias são acompanhadas por textos que apresentam um pouco da trajetória e da essência de cada mulher. A proposta é fazer com que as pessoas olhem para as imagens e reconheçam a beleza presente nas histórias dessas mulheres, a partir da compreensão de que a periferia é também um território de cultura, afeto, criatividade e protagonismo. “Ao conhecer as histórias retratadas, esperamos despertar identificação, empatia e reconhecimento, mostrando que cada mulher carrega uma trajetória que merece ser valorizada e preservada. Para as próprias homenageadas e para a comunidade, a exposição também representa uma forma de afirmar: “nossas histórias importam e fazem parte da memória da cidade”, comenta Francielle.
O CEU das Artes é vinculado ao Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, sob a gestão da Prefeitura da Contagem, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com o Viaduto das Artes. Em Contagem, a iniciativa conta com duas unidades: Ressaca e Nova Contagem. Mais do que equipamentos públicos, os espaços vêm se consolidando como importantes instrumentos de inclusão social e transformação comunitária, impactando diretamente a vida de centenas de moradores por meio da oferta gratuita de atividades de cultura, esporte, educação e interação social.
SERVIÇO
Exposição: “Mulheres do Ressaca”
Período: até 30 de setembro de 2026
Local: Biblioteca do CEU das Artes Ressaca (Rua Magnólia, nº 100, Arvoredo, Contagem)
Entrada: Gratuita
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Fotos: Benet Castro






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