Plano Diretor: Câmara de Nova Lima debate mudanças no zoneamento com representantes do setor minerário

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Reunião reuniu empresas de mineração e entidades industriais para discutir a revisão da legislação urbanística, com destaque para contrapartidas sociais, habitação de interesse social e preservação ambiental.

A revisão do Plano Diretor de Nova Lima avançou nesta quarta-feira (21) com uma reunião entre vereadores, representantes de empresas do setor minerário e entidades ligadas à indústria. O encontro, realizado no plenário da Câmara Municipal, teve como foco as propostas de alteração do zoneamento municipal e seus possíveis impactos sobre as atividades econômicas, o crescimento urbano e a preservação ambiental.

Participaram da reunião representantes da RHI Magnesita, Vallourec, Vale, Tamisa e AngloGold, além de integrantes da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) e do Sindicato das Indústrias Extrativas de Minas Gerais (Sindiextra).

Durante o encontro, as empresas apresentaram considerações sobre as mudanças propostas e explicaram como as alterações no zoneamento poderão influenciar o planejamento e a continuidade de suas operações no município.

Desenvolvimento econômico e interesse público

A reunião faz parte de uma série de encontros promovidos pelo Legislativo para ouvir diferentes setores da sociedade e reunir contribuições para a revisão do Plano Diretor, instrumento que estabelece diretrizes para o ordenamento territorial e o desenvolvimento urbano do município.

Em Nova Lima, a discussão envolve desafios importantes. A cidade possui uma relação histórica com a mineração e com a expansão das atividades econômicas, mas também enfrenta questões relacionadas à ocupação do território, à oferta de moradia e à proteção de áreas ambientalmente relevantes.

Durante o debate, os vereadores destacaram a necessidade de avaliar os pedidos de alteração de zoneamento apresentados pelas empresas, considerando tanto os efeitos sobre as atividades produtivas quanto as consequências para o desenvolvimento da cidade.

Os parlamentares também ressaltaram que eventuais mudanças na legislação precisam ser analisadas de maneira abrangente, levando em conta os benefícios econômicos e as responsabilidades decorrentes da ocupação do território.

Entre os pontos enfatizados está a necessidade de contrapartidas que tragam benefícios concretos para a população, especialmente nas áreas de habitação de interesse social e ampliação dos espaços destinados à conservação ambiental.

A discussão reforçou que o zoneamento não se limita à definição das atividades permitidas em cada região. As decisões também influenciam a forma como a cidade cresce, a disponibilidade de moradias e a proteção dos recursos naturais.

Câmara defende diálogo e responsabilidade nas decisões

O presidente da Câmara Municipal, Thiago Almeida, destacou a importância de manter o diálogo com os diferentes setores econômicos, sem perder de vista a defesa dos interesses coletivos.

“Revisar o Plano Diretor é discutir o futuro de Nova Lima e as condições em que a cidade vai crescer nos próximos anos. Por isso, precisamos ouvir quem gera empregos, investe e mantém atividades no município, mas também avaliar com responsabilidade os impactos de cada proposta sobre a vida das pessoas e o meio ambiente”, afirmou.

O presidente também ressaltou a importância de analisar os pedidos de alteração de zoneamento com transparência e compromisso com o interesse público.

“Nosso papel é construir uma legislação que dê segurança ao desenvolvimento econômico, sem deixar de lado a habitação social, a preservação ambiental e a qualidade de vida da população”, completou.

Ao final da reunião, a FIEMG solicitou um novo encontro entre os vereadores e os sindicatos vinculados à Federação. A iniciativa tem como objetivo ampliar a participação do setor industrial nas discussões desta etapa da revisão do Plano Diretor.

Próximas etapas da revisão do Plano Diretor

As contribuições apresentadas nas reuniões serão encaminhadas à Comissão Especial de Análise e Coordenação do Plano Diretor, responsável por conduzir a próxima etapa de avaliação das propostas.

O colegiado contará com o apoio de uma equipe técnica especializada, contratada para auxiliar na análise do material recebido e dos aspectos envolvidos nas alterações sugeridas.

Após examinar as contribuições e os elementos técnicos, a comissão deverá elaborar um parecer consolidado, que será submetido à apreciação do Plenário da Câmara Municipal. Caberá aos vereadores deliberar sobre o texto que estabelecerá as diretrizes de ordenamento territorial de Nova Lima.

Até o momento, não há data definida para as votações em primeiro e segundo turnos. A previsão informada é que a aprovação do novo Plano Diretor seja concluída até o final de novembro.

A expectativa é que as próximas etapas permitam aprofundar a análise das propostas e buscar um equilíbrio entre desenvolvimento econômico, planejamento urbano, habitação e preservação ambiental, considerando os impactos das decisões para o futuro de Nova Lima e de seus moradores.

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Fotos Divulgação

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