BH recebe apoio técnico para implantar infraestrutura de resposta a eventos climáticos em Venda Nova

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Capital mineira é a única do país selecionada para projeto piloto que vai transformar os córregos Capão e Piratininga em modelo de adaptação climática, com soluções sustentáveis, redução de riscos e melhoria da qualidade de vida.

Belo Horizonte vai receber apoio técnico do Ministério das Cidades e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para implantar uma infraestrutura integrada de resposta a eventos climáticos extremos na região de Venda Nova. A iniciativa tem como foco os córregos Capão e Piratininga, que integram a bacia do Ribeirão do Onça e passarão a compor uma sub-bacia modelo de adaptação climática no município.

Na prática, o projeto prevê a ampliação da capacidade de resposta da cidade a eventos extremos, como chuvas intensas, por meio da implantação de infraestruturas verdes e azuis. Entre as intervenções planejadas estão a criação de corredores ecológicos, parques ciliares, ciclovias, jardins de chuva e sistemas de captação e aproveitamento de águas pluviais em escolas, unidades de saúde e outros equipamentos públicos localizados no entorno dos cursos d’água.

A proposta foi elaborada pela Secretaria Municipal de Política Urbana, por meio da Subsecretaria de Planejamento Urbano, em conjunto com a Coordenadoria Especial de Mudanças Climáticas da Prefeitura de Belo Horizonte. O projeto será viabilizado após a capital mineira ser a única capital brasileira selecionada para integrar a fase piloto do projeto Desenvolvimento Urbano Integrado com enfoque na Redução de Riscos de Desastres Geo-hidrológicos (DUI-RRD Cidades).

O anúncio da seleção foi feito pelo Ministério das Cidades e pela Fiocruz. A partir de março, Belo Horizonte e os demais municípios escolhidos participarão de todas as etapas do projeto, que incluem governança participativa, diagnóstico territorial, planejamento das intervenções e análise de viabilidade econômica. A fase piloto segue até outubro, com a entrega da versão final do Manual de Projetos, validada em campo, prevista para dezembro.

Segundo o secretário municipal de Política Urbana, Leonardo Castro, a escolha de Belo Horizonte reconhece o trabalho que vem sendo desenvolvido pela administração municipal. “Essa seleção reconhece o esforço contínuo da Prefeitura de Belo Horizonte em planejar a cidade com foco na adaptação climática, na redução de riscos e na promoção da qualidade de vida da população”, afirmou.

A iniciativa também potencializa o projeto Infraestrutura Verde e Azul para a Bacia do Capão e Piratininga, um dos vencedores do edital internacional Cities Finance Facility (CFF), reforçando o protagonismo de BH na adoção de soluções sustentáveis e inovadoras para enfrentar os desafios das mudanças climáticas.

Além de Belo Horizonte, foram selecionados para a fase piloto do DUI-RRD Cidades os municípios de Nova Lima, na Região Metropolitana de BH, Nova Friburgo, Paraíba do Sul e Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro, e Simões Filho, na Bahia. Ao todo, seis municípios foram escolhidos entre nove projetos finalistas, com base em critérios técnicos como viabilidade, aderência aos instrumentos urbanísticos e ambientais existentes e capacidade de aplicação integral da metodologia.

Para a coordenadora especial de Mudanças Climáticas da Prefeitura de Belo Horizonte, Taíza de Pinho, a seleção da capital mineira é resultado do fortalecimento da governança climática no município. “A criação da Coordenadoria Especial de Mudanças Climáticas foi uma das primeiras ações estruturantes da gestão, com o objetivo de articular políticas públicas, integrar secretarias e captar oportunidades estratégicas. Esse trabalho foi decisivo para a construção e submissão de um projeto intersetorial, posicionando Belo Horizonte como referência nacional em governança climática e resiliência urbana”, destacou.

Foto: Divulgação/PBH

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